
... ou o reles(zito) linguajar da atrevida (e santa; porque não?) ignorância...
É demais!!!!
Esta mania de toda a gente se pronunciar sobre tudo, e a forma leviana como se resumem e circunscrevem os assuntos à deficiente e limitada informação de quem escreve, é absolutamente enervante.
Reduzir a dança e a música em Angola - classificáveis em distintos géneros e estilos - aos "clichés" (de prática não representativa nem generalizada a todas as formações e regiões culturais do país) do Carnaval, da Rebita, do Kuduru e do Semba, não só revela uma total ignorância sobre tão vasto e diversificado património, como é uma repetição triste da "folclorização" da nossa cultura, à semelhança do que se fazia no tempo colonial, para estrangeiro desconhecedor ver.
Até aqui... tudo mal! Mas num site oficial do país... ainda pior!!!
(Isto para não falar da página cultural que abre com explicações sobre a Welvitchia e o Imbondeiro, passando de seguida para um saco onde se junta a escultura, o artesanato, o falacioso 'Pensador', o "príncipe da civilização" Cibinda Ilunga e umas informações, igualmente "manhosas" sobre máscaras, referindo algumas em marfim, coisa jamais vista em Angola.)
Protesto! (Embora de nada sirva...) »:-[
Mas "pérolas" como estas devem ser partilhadas, pelo que...... aqui vai:
"... Segundo alguns pesquisadores, a origem do semba situa-se na massemba (umbigada) e no lundu*, de origem portuguesa. Dançada a pares, com passadas distintas dos cavalheiros, seguidas pelas damas em passos totalmente largos onde o malabarismo dos cavalheiros conta muito a nível de improvisação."
"Já o Kuduro é a fusão da música batida, com estilos tipicamente africanos, criados e misturados por jovens Angolanos, adaptando-se a forma de dançar que é soltar a anca para os lados em dois tempos."
E mais adiante...
"A Rebita é um género de música e dança de salão angolana que demonstra a vaidade dos cavalheiros e o adorno das damas. Dançada em pares em coreografias coordenadas pelo chefe da roda, executam gestos de generosidades gesticulando a leveza das suas damas, ao compasso da massemba."
No mínimo hilariante!!!!
(Hã??? Não se pode dizer isto? Já disse. Ehhehhehh)
* Disparate enorme!!! (entre outros, neste mesmo texto) O lundu NÃO é de origem portuguesa, mas sim africana (e muito possivelmente angolana), levada para o Brasil pelos escravos. A dança europeia (não necessariamente portuguesa) que poderia ter sido referida era a 'quadrilha' (francesa)
2 comentários:
O lundu ou lundum é um gênero musical contemporâneo e uma dança brasileira de natureza híbrida, criada a partir dos batuques dos escravos bantos trazidos ao Brasil de Angola e de ritmos portugueses. Da África, o lundu herdou a base rítmica, uma certa malemolência e seu aspecto lascivo, evidenciado pela umbigada, os rebolados e outros gestos que imitam o ato sexual. Da Europa, o lundu, que é considerado por muitos o primeiro ritmo afro-brasileiro, aproveitou características de danças ibéricas, como o estalar dos dedos, e a melodia e a harmonia, além do acompanhamento instrumental do bandolim.
A ajuda da Wikipédia, para quem não sabe pelo menos aprende.
Bjos
Mulemba
Prezada Phwo,
O lundum é sem sombra de dúvida de origem africana (angolana? ioruba?), mas na opinião de muitos entendidos ele está na origem do fado.
A quadrilha não é só francesa, mas também é portuguesa. Esta dança foi introduzida na região do Porto pelos franceses, por ocasião das invasões das tropas napoleónicas ocorridas no início do séc. XIX.
"Denudado"
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