Há anos que não ia ao Mussulo. Há mais anos ainda que não passava lá um fim de semana. De facto, estava a tornar-se uma tortura os geradores, as motas de água, as moto-quatro, as aparelhagens, os barcos quase iates e até os jipes que, de manhã e de noite "barulhavam", poluiam e punham em perigo a vida dos banhistas sem dó nem piedade, ou seja, "sem maneiras".Mas é cacimbo e o meu amigo Paterhu garantiu-me que a época era boa. Aceitámos o convite. E ainda bem!
Parecia o Mussulo antigo...
(Fingi não ter visto os casarões dos novos ricos com piscinas a dois passos da praia.)
O silêncio era o mesmo, o mar azul e verde mantinha as cores, os mangais pareciam não sofrer. Os peixes fugiram das nossas canas, é verdade, mas havia o vento frio da estação misturado com o sol cor-de-laranja do meio da tarde que nos invadia através das roupas leves.
As palmeiras ajudavam os pássaros a cantar e faziam sombras irrequietas na areia, muito limpa naquela zona.
Foi um tempo breve de esquecer o semi-esgoto em que somos obrigados a descontar o nosso dia-a-dia.
Obrigada, M.

A igreja da ilha dos padres, do lado que era das madres

Cavalos marinhos

Aquele cliché de sempre com o pôr do sol e tal...

Frutos da matebeira

Mangal




















