Domingo, Fevereiro 25, 2007

Menina e botas



Esta imagem foi-me enviada em tempos pelo Forum Dança, creio que como postal de Boas Festas. Na altura guardei-a por me ter atraído em qualquer coisa que não me preocupei em definir. Guardei só.

Hoje arrumava a minha pasta de imagens e "tropecei" nela. Curioso... pensei nos miúdos de cá e de outros lugares onde a guerra os atirou (e atira ainda) para a frente de combate com ou sem botas.

Obviamente que esta imagem, em princípio, nada encerra de violento, até porque se trata certamente de um momento captado numa aula de dança criativa na Europa e, por outro lado, ninguém vai para o campo de batalha com botas de salto e tachas.

Ontem discutia com a minha filha as relatividades da arte e do objecto artístico; o que é e não é considerado arte, quando é ou não é considerado arte, quem pode ou não considerar-se artista, etc.

De facto, a relatividade das coisas é tão enriquecedora como incómoda para as nossas mentes tão necessitadas de formatar e dar respostas definitivas para tudo.

Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007


Touki Bouki (1973), um filme de Djibril Diop Mambéty
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Às vezes amigos e conhecidos meus, espalhados pelo mundo, enviam-me novidades sobre o que estão a fazer, dando-me notícia de eventos culturais nos quais estejam a participar (ou de outros que decorram nos vários lugares onde se encontram).
Hoje partilho uma informação que me chegou de Londres sobre o Africa on Screen, uma mostra de cinema africano que tem lugar em três cinemas de Londres, entre 11 de Fevereiro e 18 de Março de 2007.
O mesmo mail trouxe-me ainda uma descrição "de autor" sobre o bairro de Lambeth e, claro, do obrigatório passeio turístico pelas margens do Thames!
Enfim, duas alternativas ao programa viciante de ficar em casa insistindo, "madrugada a dentro", na blogosfera ou outras (esferas) mais ou menos quadradas (bestas ou não).

Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Post(a) de merda


É... Ontem choveu outra vez.
Uma chuva pesada com vento fresco e húmido. Uma das tais "chuvadas africanas".
Quando abri a janela para deixar entrar os relâmpagos, senti aquele cheiro.
Não, não era o tal a terra molhada, ainda presente nos sentidos dos mais saudosos (ou saudosistas?).
Também não era um cheiro genérico a fossas, daqueles que sai das sarjetas; não. Era mesmo cheiro a merda; bem definido.
Yá, é que aqui as pessoas são livres de, em qualquer espaço público ao ar livre, desanuviarem as entranhas.
O largo à frente de minha casa, é o lugar preferido de alguns passantes, dos guardas das casas dos vizinhos estrangeiros e também as kitandeiras que nos batem à porta para vender fruta.
Em Angola há cólera. Pois há. Mas ainda vai havendo lixívia para a afastar dos poucos que realmente se preocupam com isso.
(Graças a Deus?)

Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

O estado do "estád(i)o"


... a meter água!...