«(...) De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, “não há, não pode, nem deve existir” uma espécie de “educação universal”, já que cabe a cada sociedade real e histórica, em determinado momento da sua história, a responsabilidade de criar e de impor o tipo de educação de que necessita para o exercício de papéis sociais (BRANDÃO: 76). Assim sendo, a acção educativa, inserida num processo de desenvolvimento comunitário, não deverá estar desassociada do contexto cultural em que está inserida. Caso contrário, os aspectos teóricos adquiridos nas instituições de formação não serão capazes de dar resposta aos problemas reais e quotidianos dessa comunidade. »Ler o artigo completo aqui.
4 comentários:
Este texto parece-me um bocado confuso, principalmente porque parece confundir educação com cultura.
Óbviamente, cada região deve educar consoante as suas necessidades e hábitos. Não é de todo possível educar um esquimó e um europeu da mesma maneira.
Ia dar raia ( linguagem da minha neta).
A cultura essa sim é universal e património de todos os povos. Quando alguém se pretende apropriar de determinado pedaço de cultura, lá vamos nós para mais do mesmo.
É um pequeno passo até aos racismos exacerbados.
Um grande abraço
Henrique
Gavião:
De facto, embora não sejam a mesma coisa, educação e cultura são indissociáveis. Como dizes, para se definir um sistema de educação é imprescindível que se tenham em conta as características dos contextos culturais locais e seus produtores. Daí ser diferente educar-se um esquimó e um europeu (ou até europeus de regiões geográficas distintas).
Agora... que a cultura seja universal, já não sei se será bem assim. Sê-lo-á no sentido em que em todos os países possuem o seu património e produzem as suas próprias formas culturas. Mas, por isso mesmo, não é verdade que a cultura de um país, ou de um dado grupo social, seja obrigatoriamente pertença de outros grupos.
Existem manifestações culturais tão específicas que eu acho, por exemplo, que o conceito de culturas nacionais é discutível (académica e não politicamente).
Agora, é possível que existam obras, técnicas, conceitos, etc., que gozem da condição de universais, se consideradas em determinados contextos. Ainda assim, não me parece absoluto.
Beijinhos.
Um comentário neste espaço tão curto é profundamente limitante e redutor. Conversas que podiam durar horas, são expressas em meia dúzia de linhas, conduzindo às vezes a posições mais radicais do que se desejaria, apenas para poder vincar bem determinada posição. Às vezes basta olhar para a pessoa à nossa frente para compreender melhor.
É óbvio que estou de acordo contigo.
Nada é absoluto. No entanto fujo sempre de nacionalismos mesmo que culturais. Há uma cultura universal comum a todos. Dou-te um exemplo. A destruição dos budas afegãos, tocou-me de muito perto, como se fossem meus e, eram. O Ocidente "livre" também se portou mal.
BJS
Henrique
Tens razão. Isto de fazer comentários curtos para nos tornarmos aborrecidos, tem esse inconveniente. Nem sempre conseguimos expressar com clareza o que pretendemos; Resultado: ou a pessoa com quem se está a "dialogar" nos conhece e depreende o que tentamos dizer, ou então corremos o risco de não ser bem interpretados.
Discutiremos melhor aqui, em Luanda.
Bjs
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