
Que um corpo não é uma entidade abstracta, um receptáculo onde se podem colocar atributos, tais como alto, baixo, forte, magro; não é uma esfera a que se circunscreve o ser num determinado tempo, mas é uma energia, onde se inscrevem circulações, substâncias, forças, pigmentações, comportamentos resultantes de treinos, de técnicas e de linguagens a que está permanentemente sujeito. Esta é uma constatação essencial e uma alteração radical no modo de colocar o problema do corpo no final deste século.
In, "Por exemplo, a cadeira" de António Pinto Ribeiro (1997)
7 comentários:
se não fosse o título, a cadeira seria a únic coisa que eu não via...
Olh'estas amostras...
a ver se a convenço a comprar os DVDs do Cirque du Soleil
http://www.youtube.com/watch?v=EOMlmcZGCRk
http://www.youtube.com/watch?v=hgLdrDFuaHg
http://www.youtube.com/watch?v=eP6AJXprOXc
E os cenários luzes vozes coreografias figurinos intérpretes mágicas etc?!
Que tal?
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(Olhe que evocar o Stravinsky à luz de ritutribalismos primários é arriscado...)
Aqui tem!
http://ecommerce.pbb.com/CGI-BIN/LANSAWEB?PROCFUN+WDSMENU9+WMDS001+FUNCPARMS+DSCLTNUM(P0080)%3A2994
e
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Um abraço
Inominável: Pois é. Essa era a ideia. Dar visibilidade e protagonismo ao corpo, mas a um corpo não apenas físico.
(É também uma homenagem a A.P.Ribeiro que foi meu professor de estética e história das artes e com o qual aprendi a ver a dança para além do que é dançável.)
Pirata: Obrigada pelos links. Conheço bem o trabalho do "Cirque du Soleil" e reconheço a "alta fidelidade" dos seus artistas. É também uma proposta inovadora na área do circo, no que respeita não apenas à criatividade e invenção, mas também à preocupação artística.
Dentro do gánero (mas muito menos sumptuoso) há o "Cirque Plume". Conserva, propositadamente, o lado "pobre" do circo, mas leva a mesma linha inovadora e criativa que o "Cirque du Soleil". Gosto de ambos, embora prefira a sobriedade do "Plume".
Quanto a Stravinsky, apenas relembrei o "libretto" que Nijinsky coreografou. A "Sagração da Primavera" refere-se a um ritual no qual que se oferece a vida de uma rapariga, ao Deus da Primavera, em troca de boas colheitas.
Bjs para os dois.
"Que um corpo não é uma entidade abstracta" tenho estado a constatar agora em mim, lutando contra um 'treco' que me apareceu ao mesmo tempo que a 'alma' me vai derrotando na ansiedade, no medo. Já não sei quem é o que na abstração.
Beijos
Prontus... Eu vi o corpo e a cadeira. E fiquei a pensar... que palavras para esta foto? outras palavras...
Beijo com saudades
Carranca: E se pensares naquela dica antiga que garante que a "alma-espírito" pode vencer o "corpo-físico"? Hum? Bjs
o'sanji: Eu sei as palavras que me podes dar. A autoria (que eu perdi) desta foto belíssima que um dia me ofereceste. Já foi há bwe, ainda te lembras? Estava à espera da oportunidade. Obrigada. Beijos.
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