
Hoje fui à fortaleza de S. Miguel, actualmente Museu Nacional da História do Exército (ex-Museu Nacional das Forças Armadas). À porta, o Cão. Diogo Cão, é claro!
Lá dentro fomos atendidos por um senhor muito gentil e disponível.
Para além de museu, o velho forte, que há séculos observa o oceano e as transformações do espaço circundante é agora: passerelle de desfiles de moda; local eleito para sumptuosas festanças com e sem fogo de artifício; palco de "inventos" de alta visibilidade.
Engraçado... tudo isto sob os olhares (des/a)gastados das (ante)passadas "estrelas da história de Portugal" que, desde a independência, moram no pátio de entrada da fortaleza.
Azulejos? Sim, havia... duraram mais de quatrocentos anos, mas nos últimos trinta o "maldito salitre" apareceu de repente. Valeu-lhe a utilidade de vir desculpar o estado lastimável em que se encontra o que resta dos painéis azuis e bracos, verdadeiras fontes históricas.

(Tirei esta foto em 2006. Era um dos três painéis que estavam completos. Hoje, só encontrei metade)
Para além de museu, o velho forte, que há séculos observa o oceano e as transformações do espaço circundante é agora: passerelle de desfiles de moda; local eleito para sumptuosas festanças com e sem fogo de artifício; palco de "inventos" de alta visibilidade.
Engraçado... tudo isto sob os olhares (des/a)gastados das (ante)passadas "estrelas da história de Portugal" que, desde a independência, moram no pátio de entrada da fortaleza.
Azulejos? Sim, havia... duraram mais de quatrocentos anos, mas nos últimos trinta o "maldito salitre" apareceu de repente. Valeu-lhe a utilidade de vir desculpar o estado lastimável em que se encontra o que resta dos painéis azuis e bracos, verdadeiras fontes históricas.

(Tirei esta foto em 2006. Era um dos três painéis que estavam completos. Hoje, só encontrei metade)
Quando saí, havia um grupo de crianças de um colégio que visitava o museu. Ouvi o guia explicar: "- Este é o Salvador Correia de Sá e Benevides que conseguiu correr com os holandeses de Angola".
Boa(s) notícia(s): Vão recuperar os painéis de azulejos. Já localizaram, na Torre do Tombo, imagens dos originais. Também vão fazer um restaurante de luxo, lá dentro, na fortaleza...
Boa(s) notícia(s): Vão recuperar os painéis de azulejos. Já localizaram, na Torre do Tombo, imagens dos originais. Também vão fazer um restaurante de luxo, lá dentro, na fortaleza...
5 comentários:
Bem e esta descrição está branda. Não se disse que é nessa galeria dos azulejos que se passam as festanças e que desde urinar até vomitar se faz por lá. Contra as paredes que têm azulejos até abaixo!
podiam ao menos interditar o movimento de pessoas por ali, a menos que seja nas horas de visitas e sempre a dizerem para não tocar.
É triste mas se vão recuperar ainda bem. Pena, ter-se deixado chegar oa ponto em que está.
beijinhos
Houve os "*#"=! dos bons tempos" em que não se podia entrar. Depois, anos seguidos nem perto se podia chegar.
Sem dúvida, são boas notícias.
PHWO
excelente a idéia de recuperação dos azulejos. tomara que não leve séculos pra isso acontecer.
bru
Ola pwho!
Como sempre, teu blog ajuda-me tanto a estar "ai" mesmo estando longe!
A noticia da recuperaçao dos azulejos deixou-me em estado de euforia...sou de Luanda,faço e pinto azulejos portugueses, imagina minha tristeza cada vez que vou a fortaleza...ha certo tempo interesso-me de perto por essa possivel restauraçao.Meu sonho era de,sendo Luandense,eu propria participar nesse grande trabalho de restauraçao (que deveria ser colectivo para ganho de tempo.Onde posso obter mais informaçoes sobre esse restauro?Minsterio da cultura?Por favor, qualquer informaçao ajudar-me-a muito, nem que seja a seguir de longe os trabalhos!Acho que hoje nao vou conseguir dormir!Muito obrigada do fundo do coraçao.Mara
Olá Mara,
Sobre os azulejos: Sei que é o Ministério da Cultura de Angola, certamente através da Direcção Nacional do Património Cultural,pois é esta direcção que se ocupa dos museus.
No entanto, sei também que há uma empresa e um gabinete de arquitectura (brasileira, creio)que se vão ocupar dos pormenores técnicos.
Quem me deu a informação foi o tal senhor com quem falei, quando há meses fui à fortaleza.
Cá também se fazem azulejos. Não sei se vão fazer os da fortaleza. Como disse, andam a recuperar os desenhos na Torre do Tombo, em Lisboa, onde haverá fotos dos originais.
O que eu não entendo (e porque lá voltei num dia em que se preparava uma festança) é que se continuem a dar festas e mais festas, dentro das galerias revestidas a azulejos, onde se encostam cadeiras, jogam restos de comida e se limpam os dedos engordurados nos paineis.
Fico indignada!!!!
Um bj e boa sorte.
:-)
Enviar um comentário