Terça-feira, Outubro 17, 2006

Yá...

Foto: Rui Tavares
Do outro lado da linha não sabias que a tua boca tinha esvaziado o meu estômago e asfixiado o meu pescoço, em arrepio desta música que sempre me incomodou.
Deste lado, vejo as tuas raízes que tento guardar sem tu perceberes como.
"- A tradição morre e os livros ficam". "- Mas eu não vou morrer agora!"
Yá, ao longe, a serpente vermelha continua a dividir o mundo em dois: um negro e outro branco, um feminino e outro masculino.
Olho para de ti de olhos presos e reparo que afinal não és.
Às vezes penso em ti e depois já não.

8 comentários:

daniel sant'iago disse...

Gostei muito... tanto!

-pirata-vermelho- disse...

Que bonita esta vinda à terra comum, phwo.

Tome! em troca...


...........
nem quem eu sei vejo...
e que ver o meu de quem não sei?

de que saber seria o beijo?

de quem não sei nem vejo.

invento
digo
o elemento

e digo que sei
de ti
num gracejo.

maria fro disse...

Passando pra dar um oi. Ando por demais envolvida na política de meu país e projetos que tateio por searas nunca exploradas. Mas como sempre, embora às vezes silencie, outras não, surpreendo-me com tua casa :)

Nelsinho disse...

Gostei demais, querida Phwo!

Saudades!

Nelsinho

desire ou your-shell disse...

maravilhoso!!!!!!


beijos

desire

-pirata-vermelho- disse...

http://www.es.amnesty.org/especial/lapidacion-iran/firma.php

Phwo disse...

Pirata:
Obrigada pela alerta.
Ninguém pode ficar indiferente a tal crueldade.
Faço aqui um atalho que nos conduz directamente à assinatura da carta.
http://www.es.amnesty.org/especial/lapidacion-iran/firma.php

inominável disse...

Às vezes penso em mim e depois já não. É quando penso em ti.