
Fotos de Rui Tavares ©
Lembrei-me...
Era dentro de água, num pequeno espaço...
O cacimbo espreitava mas ainda não era, e as folhas das palmeiras brincavam às sombras cinzentas com os projectores de luz intensa.
Os quatro corpos fragmentavam-se em formas de cores frias e difíceis de guardar.
É dança?... Não é... (?) Luanda nunca tinha visto. Assim... dentro de água.
As camisas brancas despindo o corpo ali... bonito; de movimento ensinado mas sentido.
No fim, P. levantava o corpo inerte de C. enquanto que W. cobria de pétalas os cabelos de V.
Na água, apenas o rasto de nós...
A música era esta:
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4 comentários:
a música divina. deve ter sido um espetáculo divinal. mais um que perdi.
e assim, me dezorganizei tambem!
E esperei no tempo e ate corri, tambem.
Porque no meio da desorganizacao me habituei a correr.
E entre, de Makossa a Lueji or Corpus N'agua, sim corpus n'agua. Por ai, me sintonizei para nao conseguir mais sair, e me (dez)sintonizei de todo o resto, que pensava nao ser util, mas que todos pensam ser o que presta. E nela a minha mente ficou Clara(mente) visivel, perdida! A inventar coisas, a modificar outras como que a renascer de cada momento. Oh que alegria nas aguas dos esguinchados corpos transformados. Ou quero dizer, dos corpos que transformavam os esguinchos de agua!? Das petalas nelas, das perdidas encontradas palavras em C, W, V ou P. Mas bem localizadas. Nao, afinal eh aqui que me organizo de novo. Obrigado pelo Corpo na Agua.
E viva a Agua (que ainda vai faltanto) mas e viva o Corpo tambem (que teimosamente nao desiste e segue...)
Yah !
Carranca:
Podes sempre ver um fragmento do Corposnágua nos "extras" de um certo presente que te dei ;-)
Beijo.
Meu querido anónimo:
Pela forma de escrever, apesar de agora transformada pela língua inglesa, posso bem saber quem és.
Éramos apenas quatro e mudámos tanto no nosso país!
Um beijo grande para ti e obrigada pela tua visita.
Volta sempre, P.
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