Era assim, todas as manhãs. A praia deitada aos pés da minha janela chamava-me, atraente nas suas cores, no seu cheiro e na sua textura de imaginar o meu corpo frio na água tépida. Depois, olhava para mim em jeito de sedução.
Sem pensar muito deixava-me ir. Seguia pelo corredor branco até ao salão de jantar, imponente nas recordações dos tempos em que se enchia de gente diferente. O sol entrando pelos vidros transparentes e tornando castanha clara a madeira que revestia as suas paredes.
A sala continua linda! Só eu e a brisa que brincava na porta entreaberta, dizendo-lhe dos segredos guardados por fantasmas antigos.
Era assim, todas as manhãs, enquanto eu, quase maquinalmente, comia.
6 comentários:
Gostei da tua praia. Caminho sobre a areia a tentar entrabrir a porta daquele corredor branco que me poderá levar até ao Planalto. Ao meu kimbo, à minha juventude. Como sonho todos os dias e como gostaria de chegar de mansinho!
É!!! a cidade do Lobito continua linda e as suas praias maravilhosa.
Obrigado.
Eugénio Almeida
eu gostava era de ver mais fotos.
não vou ao lobito desde 1997...
Eu me vejo, ali, naquelas areias quentes, nú, peladinho como vim ao mundo, correndo, doidinho de pedra de alegria e liberdade, mergulhando e me secando sob o sol incomparável, sem medo de ser feliz, ousando...
Nelsinho
Depois destes cenários quem imagina sandálias por mais inventivas que sejam...até mesmo o sabor autêntico do SG filtro ou gigante (e eu fumava Ventil) se entranha pelo ecran a dentro.
Era apenas para dizer que agradeço a visita os comentários aos meus lugares - oficina de etnografia e afim - voltarei aqui, volte também.
atá lá onde quer que seja.
Paulo:
É claro que já voltei!
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