não resisti a vir aqui dar salto ao seu blog. nem a comentar. por casualidade, hoje ao ler a introdução ao livro de Marcel Mauss, " Ensaio sobre a Dádiva" li o que Lévi-strauss escrevia. ele considera que era uma pena UNESCO não acolher a ideia de estudar os usos do corpo, pois eles ainda são amateria mais permanentemente viva de qualquer cultura e das suas formas existentes ou passadas e que todos os dias manifestamos na forma de usar o qu, eu não tenho a certeza, é nosso. o corpo.
Olá, CN. Sabes (tenho a certeza que sim) que as tatuagens (neste caso escarificações)possuem, em algumas culturas, o poder de tornar as pessoas mais bonitas, mais atraentes? Esta é, portanto, uma boa prova de que o gosto, afinal discute-se. Um abraço :-)
Olá, António. Bem-vindo. Como todas as "matérias", os usos do corpo (e o próprio corpo) acompanharão (porque inseridos, mas também com capacidade de intervir, modificar) outros ritmos, nomeadamente o social (para este caso). Não será, então, essa uma matéria flutuante (como o corpo)?
claro que se discute, sem dúvida. percebo que haja quem goste, quanto mais não seja pela tradição... se o desenho for realmente bonito, poderei gostar. especialmente das tatuagens coloridas. mas as escarificações, como os Nuba fazem, por exemplo, não consigo achar piada... parecem-me cicratizes, sabes? sinónimo de ferida, dor, sofrimento.
Olá Carlos: É sempre um gosto conversar contigo. Pois aí está! Talvez aqui o "sofrimento" tenha outro significado. Nessas culturas, a dor é uma das provas a que se submetem os jovens durante os rituais de iniciação. Se nos rapazes esta provação é a operação da circuncisão a sangue frio, nas raparigas é a execução obrigatória destes cortes na pele (que depois cicatrizam em relevo). Em Angola, não se pratica a excisão. Um abraço e volta sempre.
7 comentários:
muito belas... as mulheres, não as tatuagens.
não resisti a vir aqui dar salto ao seu blog.
nem a comentar.
por casualidade, hoje ao ler a introdução ao livro de Marcel Mauss, " Ensaio sobre a Dádiva" li o que Lévi-strauss escrevia.
ele considera que era uma pena UNESCO não acolher a ideia de estudar os usos do corpo, pois eles ainda são amateria mais permanentemente viva de qualquer cultura e das suas formas existentes ou passadas e que todos os dias manifestamos na forma de usar o qu, eu não tenho a certeza, é nosso. o corpo.
Olá, CN.
Sabes (tenho a certeza que sim) que as tatuagens (neste caso escarificações)possuem, em algumas culturas, o poder de tornar as pessoas mais bonitas, mais atraentes?
Esta é, portanto, uma boa prova de que o gosto, afinal discute-se.
Um abraço :-)
Olá, António. Bem-vindo.
Como todas as "matérias", os usos do corpo (e o próprio corpo) acompanharão (porque inseridos, mas também com capacidade de intervir, modificar) outros ritmos, nomeadamente o social (para este caso).
Não será, então, essa uma matéria flutuante (como o corpo)?
claro que se discute, sem dúvida. percebo que haja quem goste, quanto mais não seja pela tradição... se o desenho for realmente bonito, poderei gostar. especialmente das tatuagens coloridas. mas as escarificações, como os Nuba fazem, por exemplo, não consigo achar piada... parecem-me cicratizes, sabes? sinónimo de ferida, dor, sofrimento.
Olá Carlos:
É sempre um gosto conversar contigo.
Pois aí está! Talvez aqui o "sofrimento" tenha outro significado.
Nessas culturas, a dor é uma das provas a que se submetem os jovens durante os rituais de iniciação. Se nos rapazes esta provação é a operação da circuncisão a sangue frio, nas raparigas é a execução obrigatória destes cortes na pele (que depois cicatrizam em relevo). Em Angola, não se pratica a excisão.
Um abraço e volta sempre.
Com ou sem cicatrizes e tatuagens, são mulheres belíssimas que tenho orgulho de ter admirado muitas vezes "ao vivo".
Nelsinho
Enviar um comentário