Quarta-feira, Outubro 19, 2005

Vou andando sem sair do lugar

Rua
Nesta melodia a rua tem mãos de nevoeiro e cor de respiração apagada. As pedrinhas arrumadas conduzem-me tristemente para o nada. Noite após noite.
A inércia tomou-me conta. Transformou-me em desilusão.

2 comentários:

JotaCê Carranca disse...

Nas Ruas da Cidade onde estou, não tem a névoa da foto, mas cada gotícula do cacimbo podes substituir por um carro. Não há inercia que resista

sensia disse...

Hoje havia uma neblina linda no Estuário do Tejo. Linda e misteriosa. Da luz saía fumo. Espectacular.

Mas foi só passar a ponte... e a neblina foi-se!