Insistindo na precariedade da história, declaro-me contra os heróis.
Há dias, um amigo escritor comentava que todas essas figuras, imortalizadas para a posteridade, eram verdadeiros terroristas, porque protagonistas de façanhas igualmente terroristas.
Não sei... é um ponto de vista.
Mas talvez não fosse má ideia considerar a revisitação dos manuais, enciclopédias e a decifração de algumas «subliminaridades».
Que esses heróis não se distinguem sempre pela sua prestação positiva, realmente... não. Por seu lado, a visibilidade não pressupõe necessariamente «boas acções» (vejam-se as «notícias» nos media). Mas tudo depende dos prismas de visão...
Agora: a imagem do senhor deitado numa mesa e, literalmente, às moscas (que eram mesmo bué), gostei de ver! Só tinha um senão. Estava incompleta. Ao lado dele, igualmente com a roupa interior a espreitar, poderiam estar os tais gajos das botas em lingerie verde com motivos de Washington com peruca (vulgo notas de dólar).
E ao lado deles, mais outros e outros com boxers verdes e vermelhas com galos ou sem eles, pretas e vermelhas com rodas dentadas ou catanas ou estrelas. Pouco importa.
Um punhado de «heróis», daqueles que a história merece; Bons para uns e maus para outros.
Yá, é isso... E não tenho medo de nenhum castigo divino por falar assim. A minha doutrina é... aquela. (Pelo menos me permite exorcizar, em voz alta, as minhas inquietações sem que nenhum kota me iniba dizendo: «Xê, minina, falar ancim é pêkadu...»)
Admitindo estar a incorrer num «lugar comum», mas sem grandes preocupações a esse respeito, defendo que os verdadeiros heróis são todos os cidadãos anónimos, obrigados a gerir e a digerir essas «incómodas criaturas». ... Mas culpados, também, por acreditarem que uns são melhores do que outros.
E essa é a Angola «ke xtamus ku ele». É mal?
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