Às vezes penso que nenhum lugar é suficientemente bom para ninguém. Às vezes...Às vezes acho que ninguém é suficientemente útil para um lugar... Às vezes. Mas às vezes, acredito que a cor azul é assim, poderosamente dominadora e nos faz desmaiar de vontade. Assim... de lhe querer agarrar num abraço de fazer enrolar as pernas numa pirueta vertiginosa.
A tua amada, a verdadeira, Doutor, é também de outros. Deixa lá... quantas vezes nós somos de tantos outros também. Mas ela pode... E como ela, mais nenhuma tem esse direito.
Quando a vir, num Dezembro perto e laranja cor de sol maduro, vou contar-lhe quanto a desejas. Eu sei que no fundo, ela também te gosta bué... Acredito que nem sentirás o seu apelo ainda debilitado pelo tanto mal que sofreu.
Yá... e quando acordares do devaneio que acreditas gelado, na tua cerveja, que bebes tanto assim, só de birra, mesmo, já o deserto estará próximo e o cheiro a mangas sumarentas vem com a certeza da Caotinha, onde o mar só é frio na corrente mesmo que tem nome da terra. Sim, dessa que estás a pensar...
Não fiques triste, amigo. Eu vou partir. Se quiseres, levo a tua mukanda para ela... mas para aquela que nunca morre e que, de tão jovem, nos viu nascer. Essa, a verdadeira, ela está à tua espera, sim!
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