Lá tenho eu de vir ao café. Que vicio isto do café, não? E ainda por cima a pé, o que me custa depois de, há dois dias, ter sido consecutivamente bassulada naquele compartimento chato de falar. Fiquei mesmo "negativa". Preto e branco. Puro, digo... Juro! E olha que a dona do elefantinho quase tinha razão, pois hoje quase peço um duplo. P'ra comemorar! Mas não. Ainda não. Hoje, vou beber kissangua. De ananás, por favor. Tem? Então, senhor an-tro-po-galo, acreditou mesmo que eu fiquei aborrecida com a sua máscara nganguela de Mwene Cingonge (para falar é Tchingongue, uê!)? Nada disso!... Uma máscara de antepassado nobre nunca incomoda. É sabedoria (baixei a cabeça e bati duas palmas em sinal de respeito). Mas não se pode usar assim à toa. Dizem que traz azar! Também não sei...O que eu sei é que a máscara não gosta de estar morta no museu. Chora, as masoxi a escorrerem pela cara. Não funciona. Não dança. Não vai acudir os meninos na circuncisão (falei bem, não é, doutor?). Fica à toa, todos a olharem para ela assim... a darem voltas à caixa de vidro. E ela parada, sem respirar lá dentro. Não! Fez bem mostrar!... Só tem que dizer que NÃO é Mwana Pwo senão vão-lhe gozar naquele fio... Homem galo macho, com máscara de mulher? Não! Afinal, fez bem de tirar! (Bravo, este café é bom, já puseram o meu copo de kissangua de ananás na mesa)
Aquilo foi mesmo pretexto para ... Para quê mesmo? Bom, vou-me embora. Com licença. E obrigada pela companhia.
(A kissangua estava boa.)
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