Segunda-feira, Janeiro 10, 2005

Café do desassossego 15 - RE: Vim ao perdoa-me!!!

Tive de voltar ao café. Mas hoje cheguei tarde. Já tanta gente saiu e entrou... e falou... e disse. Mas eu tinha este discurso já preparado... Pois é... hoje vou discursar em voz baixa.
É uma preocupação e também uma preferência que eu tenho sempre em relação à forma e ao lado estético das coisas, seja quando coreografo, seja quando olho para um quadro, para uma peça de escultura, para alguém no seu trajar ou nas suas atitudes e ate para a disposição dos moveis numa casa. É que todos estes (entre outros) dados revelam sempre características inerentes as pessoas.Assim, neste espaço onde nos "tocamos" e "sentimos" pelas palavras, tem sido para mim um exercício interessantíssimo "avaliar" cada um não apenas pelo conteúdo das suas mensagens, mas também pela forma como as apresentam.Nelas, para além do que se percebe imediatamente, dou comigo a "entreler" o caracter, a dimensão, a educação, o grau cultural mas também... o sentido de humor que cada um deixa transparecer. E este é, para mim, um ingrediente fundamental. É uma preocupação e também uma preferência que eu tenho sempre... em relação ao que "vejo". Pois tinha que voltar, ao café e dizer que o Acto de Contrição aqui recuperado, bem ao estilo do nosso "velho" Karipande, independentemente do seu conteúdo poder ser mais ou menos agressivo, é no mínimo notável pela subtileza e... enorme sentido de humor com que esta enformado. Acho que, no fundo, ele talvez reconheça ter exagerado na resposta a menina segurando, no entanto, com firmeza, as rédeas da sua forte personalidade. Desculpem-me, mas ri-me a bom rir com este brilhante "Vim ao perdoa-me!!!". Foi mesmo uma atracção... Fatal? (O que importa?...)
E se apelarmos para o nosso sentido de humor, vamos ver que se dispensam desinfestações, desterros, portas abertas para arejar e para as moscas ou outras pessoas saírem. Vamos até rir-nos de alguns dos nossos fantasmas e perceber que se o amor (enciumado ou não) comanda o mundo, o humor mantém-nos vivos e jovens e menos rezingões. A TODOS! E ao próprio rei também.
(Ainda tenho direito a... beber, pelo menos, um copo de água?...).
Obrigada

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