Pois é...E eu a falar de amor... ou de ciúme (é quase igual, as vezes). Até parece que estava a adivinhar... Karipande, bem sei que não aceitas ninguém na tua mesa, mas também me vou juntar a ti. Sento-me do teu outro lado. ... Obrigada, es mesmo um cavalheiro. Podes sentar-te.Sabes, ontem, quando li a Savana pensei; uma miúda fixe na tua mesa. E com sentido de humor. Boa companhia. Mal sabia, Amigo, que o café, raivoso, iria saltar da chávena, estalar os vernizes e respingar coca cola, cha, cevada e agua fervida por todos os que estavam por perto e ate mais afastados. Não é meu feitio incompatibilizar-me com as pessoas, já sabes. Espero pacientemente os primeiros indícios de hostilidade para responder, dando sempre aos dois lados uma oportunidade. Talhei-me assim, e olha que isto não significa que esteja sempre bem com todos (e isso ja o referi noutro fio). Sou uma pessoa normal. No entanto, acredito que ha coisas boas dentro de todos. E, afortunadamente, as pessoas sao distintas (mal de nos pensando todos pela mesma cabeça). Por isso, compreendo bem porque alguns - mais do que outros - se "atirem" a ti. Tu es provocador e sabes-te irresistível nesse campo. Ou seja, sabes que com as posições que tomas levas alguns (mais do que outros) aos limites, conseguindo que invistam em respostas e discussões, tudo como tu prevês que vá acontecer (maquiavélico?). Mas deixa-me dizer-te que desta ultima vez não foste bem. E eu acredito que sabes isso. Deixa-me acreditar que só podes saber... Agora que te conheço melhor, e embora não tenha abandonado a irritação que me provocam os excessos de alguns textos teus, eu sei que tens um lado muito bonito. Um lado com o qual me identifico, o lado de ter (sobre) vivido em Angola após a independência, o lado da luta, do sonho. Aquele lado pelo qual somos, tantas vezes achincalhados, mas do qual nos orgulhamos também. Como muitos, te gosto e reconheço como uma pessoa inteligente, pelo que gostaria de te pedir: Por favor, não deixes de ser como és, mas deixa-te ser um pouco mais daquilo que os teus amigos sabem que tens. Não acredites que todos te perseguem. Pensa antes que tens de nos convencer que as tuas razoes são válidas, que os teus ideais tem razão de ser, que as tuas opiniões são apenas mais umas em pe de igualdade com o conjunto de todas as que aqui se expõem. Defende-as. E não é necessário que te vistas de anjinho, de diabinho, ou de escuteiro, ja agora. Agora que já falei, vou-me embora, pois quase de certeza que me vais querer ralhar. Conselhos destes devem ser a última coisa que te apetece ouvir neste momento. Mas eu não me importo. Não te vou dar o troco que queres. Vou-me fazer de surda e mais logo mando-te uma "privada" com um poema do teu autor preferido, que entretanto contigo aprendi qual é. E sei que me vais pagar na mesma moeda...
Teka, até quinta-feira.
A todos, até quanto (com T) me quiserem. Estou sempre por aqui.
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