Sexta-feira, Julho 30, 2010

Chocolate amargo

Há dias que o anúncio está no ar (na televisão): Festa do chocolate no D. Quixote!
Atractivo principal: Duas dançarinas barradas de chocolate!!! Ena!
Pergunta: Qual será o desfecho desta anormalidade?


Enquanto isso... os meninos de rua vão continuando a cheirar gasolina para esquecerem a fome, a ausência da família, a falta de escola e de um lugar onde tratar as feridas. "Chocolate?... Nunca experimentei..."

Segunda-feira, Julho 26, 2010

Olá...

Outras vezes...

Uma estadia efémera para a minha amiga Inominável ;-)

Domingo, Julho 25, 2010

A Obesidade Mental - Andrew Oitke




Por João César das Neves
26 de Fev 2010


O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais
em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema
da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas
e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados,
videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam
depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os  Abutres", afirma:
 
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das
realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,
paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, de
senvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»

Sábado, Julho 24, 2010

Lei Sobre o Depósito de Valores nas Clínicas Privadas Antes do Internamento em Angola

* Publicada no DIÁRIO DA REPÚBLICA em 09/01/02, a Lei nº 3359 de 07/01/02, que dispõe:


Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internamento de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.

Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado, ao responsável pelo internamento.

Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos utentes e a afixarem em local visível a presente lei.

Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 

Sexta-feira, Julho 23, 2010

No teatro do acordo

E porque, para mim, um blog não é mesmo para debates e desenvolvimento de temas sérios e profundos, aqui vai mais uma 'trivial dica' desafio para o acordo ortográfico.


... As questões linguísticas são mesmo um 'drama' da nossa terra (mas não só da nossa terra, convenhamos).
Se este acordo semi-assinado e semi-entrado em vigor se preocupa com as questões fonéticas, então este 'transfirido' fará sentido... quanto mais não seja no Bráziu (ups! Brasil, queria dizer). Há que escrever como se pronuncia.
(Hum?... Este caso não está contemplado? Ora bolas! Mas vai sê-lo no próximo acordo, tenho a certeza)

Quinta-feira, Julho 22, 2010

Mais 'desgraSSas' do nosso teatro


Passatempo: Sem se extreçar, procure os erros no cartaz!
Pergunta: Que graça tem dar visibilidade a isto????
Desabafo: É caso para dizer que... sim, são mesmo erros desta natureza - deixar 'andar' estas 'teatralidades' - que nos desgraçam, de facto!

Quarta-feira, Julho 21, 2010

Adeus, João Mwa Cilenge


Ainda 'ontem' estavas connosco...
Obrigada por tudo o que me ensinaste!
E porque o 'espírito' da máscara volta sempre: até já.

Domingo, Julho 18, 2010

Maguy Marin

Uma coreógrafa francesa
Esta obra: Groosland (1989)

Segunda-feira, Julho 12, 2010

Opinião sobre... nós

Artigos


Por: Cândido Lince|

Angola primeiro que tudo e que todos nós

10 de Julho, 2010
 Após décadas de uma guerra fratricida e em tempo de unidade e reconciliação dos angolanos, tem sido tempo de chorarmos os nossos mortos, lamentarmos os estropiados, os órfãos, os deslocados, os refugiados, as viúvas, as crianças de rua, os frustrados, os delinquentes… e, também, face ao crescimento económico em curso, tem havido mais tempo para olharmos o nosso futuro com maior entusiasmo.
Tem havido tempo para nos desculparmos uns aos outros – face aos estereótipos decorrentes de preconceitos étnicos, culturais, de credo, de cor, de sexo, de origem social, de local de nascimento… – e deitarmos a mão à consciência para constatar que, afinal, as guerras não são benignas e temos de reverter a situação de miséria e extrema pobreza, que nos coloca ainda nos lugares mais baixos do IDH. Na nossa condução para o futuro, não podemos ficar, eternamente, a olhar para o retrovisor, agarrados às questiúnculas do passado. A história, em seu devido tempo, se encarregará de interpretar os factos que marcaram o nosso trágico passado e ensinar-nos-á, desde já, a não repetirmos os erros, que antes praticámos.
Porque o país é rico em matérias-primas, porque somos poucos para fazer face às tarefas que teremos que empreender; porque a escolarização, apesar dos índices de crescimento a cada ano lectivo, apresenta ainda, em quase todas as províncias, baixos níveis de cobertura, há necessidade de se criarem também condições de recepção e de enquadramento profissional para todos os quadros angolanos no exterior, que desejem contribuir para o nosso progresso económico e social. Todos os quadros angolanos na diáspora – apesar do forte espírito de concorrência hoje existente também na nossa sociedade – são poucos para as tarefas que teremos de empreender. Também os amigos de Angola, muitos dos que fizeram desta terra a sua terra e que, de forma nostálgica, continuam a expressar o seu desejo de, um dia, regressar a este país, terão também de ter as portas do nosso país abertas, porque quem vier para ajudar terá de ser bem-vindo e da nossa parte, por tradição, nós sempre soubemos ser bons hospitaleiros. Não ganharíamos também nada em ser chauvinistas.
Reaproximar os angolanos que, por razões diversas – nomeadamente, as resultantes da situação de insegurança e de guerras vivenciadas durante décadas sucessivas – tiveram de abandonar Angola, na maior parte das vezes, em situações traumatizantes, em desespero de causa e com inúmeras dificuldades; e congregar vontades direccionadas para a emergência de uma Angola reconciliada consigo própria, unida em prol da inculcação de uma cultura de paz e da construção da angolanidade, são dois pilares fundamentais para um desenvolvimento participativo, em estreito compromisso com a modernidade.
Na segunda metade da década de 50, ao tempo do presidente Juscelino Kubitschek, o Brasil procurou crescer em número de cidadãos e em força de trabalho para levar a cabo, através do seu “Plano de Metas”, o seu processo de industrialização e em cinco anos ambicionar crescer 50 anos. É certo que as assimetrias regionais e sociais continuam a ser grandes e as favelas são a demonstração disso. Há ainda muitos sinais evidentes de discriminação, de pobreza, de delinquência e de falta de justiça social. Mas, apesar das dificuldades que passou, para conter uma inflação galopante em diferentes épocas de crise, o Brasil, em 2008, já ocupava o 6ª lugar na economia mundial, dividindo esta posição com a França, o Reino Unido, a Rússia e a Itália, sendo, portanto, há dois anos atrás, apenas ultrapassado pelos EUA, China, Japão, Alemanha e Índia. O Brasil passou e passa por muitos sacrifícios, mas conseguiu democratizar-se e modernizar-se.
Em Angola, mais do que a riqueza em recursos naturais (alguns deles não-renováveis), torna-se importante o conhecimento resultante da preparação científico-técnica dos nossos recursos humanos. Um conhecimento que, ao adaptar-se às realidades comunitárias que compõem o vasto e diversificado mosaico cultural angolano, deverá servir para levarmos por diante projectos estruturantes que produzam a riqueza necessária ao nosso desenvolvimento e um melhor bem-estar social. É certo, que a actual globalização, apanhou os países africanos ao sul do Sahara despreparados para enfrentá-la, mas, obrigatoriamente, temos de correr atrás do tempo. 
Os países africanos terão, no fundo, de traçar políticas que maximizem os potenciais benefícios da mundialização da economia e minimizar os riscos de desestabilização e marginalização. Na opinião do economista Adelino Torres, o grande desafio a ser enfrentado pelos países africanos deverá consubstanciar-se nas seguintes linhas de força: “valorizar a iniciativa individual; racionalizar os mercados nacionais e regionais; planificar as exportações em articulação com a satisfação das necessidades dos mercados internos; dinamizar a utilização das novas tecnologias em cooperação com outras técnicas mais tradicionais; fortalecer a integração regional; desenvolver uma cooperação sustentada com a União Europeia e outros países industrializados”.
Para a obtenção deste desiderato, deverá o Estado sensibilizar e incentivar a sociedade civil para que, com ela, venha a estabelecer um partenariado crescente, na realização de projectos de intervenção comunitária, tendo em vista o crescimento económico e o consequente desenvolvimento sustentado. Angola será no futuro aquilo que está nas nossas mãos fazer. 
Cada um de nós, com sentido de Estado, no país ou na diáspora, transporta o tijolo e o cimento do grande país que podemos edificar, independentemente das diferenças de opinião e dos ideários políticos que, afinal, estão na base da nossa e de qualquer democracia participativa e representativa. Chegou o momento de Angola ter de estar primeiro que tudo e que todos nós. 

Sábado, Julho 10, 2010

Corpo, para que te quero...


... o mesmo que: pernas (ou braços) para que te quero



Quinta-feira, Julho 08, 2010

Mais vale tarde do que nunca...

Domingo, Julho 04, 2010

Como se 'embrulhar' fosse....


Sobre o livro? Nada a dizer! (Não o li)
Sobre a capa? "Poçaras"!.... Mas que cena, meu! É hilariante! Quem compra uma Antologia do Conto Angolano com esta capazita de livro tipo "Memórias de uma dona de casa bem sucedida", "A minha vida em 180 páginas", "Unhas de gel e capelines forever!" ou ainda "Dicas infalíveis para se sentir bela durante todo o ano"? 
Aqui? Toda a gente, porque (aqui) a escolha ainda não é grande e a noção do ridículo não impede ninguém de fazer seja o que for (quero dizer, comprar, vender, escrever, publicar, encadernar, etceterar.) 
É demais!!!!! E já era tempo da UEA voltar a ter cuidado com o que publica e com a aparência das suas edições.
Mas... reparem na tira laranja com o nome da colecção. Leram bem!: Sete Egos. OK, está encontrada a justificação para tão surreal capa.
Quanto à "autora", uma jovem finalista (!) do Curso de Letras da Universidade A. Neto que começa bem neste mundo de ascensões e visibilidades rápidas (êta capinha mediática, hein?)... 

Nota: Esqueci-me de falar no sub-título. Confesso: foi de propósito, pois achei que não 'habia nexexidade. Ez. Ze!'

Sábado, Julho 03, 2010

"Fair play"



Enquanto que o presidente da Nigéria decidiu sacrificar a selecção nacional do seu país com dois anos de suspensão (AQUI) pelos resultados (não) obtidos no Mundial de Futebol de 2010...




... o governo da comunidade de onde é oriundo o jogador japonês que falhou a grande penalidade no jogo contra o Paraguai vai condecorá-lo por 'ter dado às pessoas sonhos e emoções' (AQUI). Bonito, não é?...

Sexta-feira, Julho 02, 2010

Luanda...

... cidade mais cara do mundo.
AQUI
(mas deixa lá que Moscovo...)

(O que foi?! Não estavam à espera que eu pusesse aqui uma foto da Baía, pois não? LOLLL)

Quinta-feira, Julho 01, 2010

Mais uma vez, mais uma voltinha!...

... pelo tempo,
que...
"como passa!..."

Terça-feira, Junho 29, 2010

Quando 'UM' olhar não é 'O' olhar...

... Ainda a propósito de História...
Um discurso simples (mas profundo), despretensioso, verdadeiro e descomplexado sobre história, identidade(s), marcas, olhares e estereótipos. A inteligente supremacia da delicadeza, da modéstia e da sensatez sobre a miséria da agressividade, da presunção e da arrogância.
A razão sobre o perigo de uma "História Única" na voz da conhecida escritora e contadora de estórias nigeriana Chimamanda N. Adichie.


Nota: Atenção à má qualidade da legendagem em português.

Domingo, Junho 27, 2010

Hoje: Em defesa de Luanda!

Mas em Angola, nem tudo é desgraça ou comédia. Há sectores que funcionam, verdadeiramente, e há também, e ainda, cidadãos e Associações que se vão impondo pelas suas preocupações com a sociedade civil angolana.
É o caso da Fundação Kalu, que está preocupada com a demolição assassina, rápida e voraz de alguns bairros históricos da 'cidade antiga' (entre os quais os da baixa luandense), numa tentativa (quiça) de 'branquear' um passado de uma forma irresponsável.
(Ou será esta, apenas uma justificação manipuladora  que esconde a verdade sobre negócios milionários entre "uns poucos" e as empresas construtoras e imobiliárias?)
Ora, é impossível atentar-se contra a História; os passados, mesmo os mais cruéis, não se podem, não se devem apagar, para que não se voltem a repetir. Depois, há que saber separar os assuntos, evitando-se os fundamentalismos com todas as consequências nefastas que conhecemos.
Mas, como referem as minhas amigas Ângela Mingas e Cristina Pinto (na foto), a modernização da cidade não pode passar pelo crime da destruição de edifícios centenários de reconhecido valor histórico e arquitectónico, que contam a história da cidade.


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Sábado, Junho 26, 2010

Paulo Teixeira Jorge (1934 - 2010)


Da geração dos meus pais, conviveram no velho Bairro dos Coqueiros, em Luanda. Sempre me tratou por sobrinha. Sempre se orgulhou de mim e dos meus 'feitos'. Sempre me apoiou, mesmo quando os tempos eram de 'cegueira'. Sempre gostei muito dele.
Adeus, Paulo Jorge...
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Sexta-feira, Junho 25, 2010

Beleza (do) interior...


... e quando o jornalista lhe perguntou o que a diferenciava das outras concorrentes, já que ela tinha ganho o concurso de miçes na sua província, a "diva" respondeu:
"- Tódas nóis sómos muito bóas, mais eu êra à mais ápêtitôza!"

Tive (mais uma) congestão!
(Não... não é ficção, nem fixação. Ouvi mesmo; na TPA; ontem...)

Quarta-feira, Junho 23, 2010

Então acha(va)s que...?

Cá está um júri que, literalmente, levou um "baile"!
Demais! Mas que júri triste!!!
De onde é que saíram estes três?
Vejam: